dúvidasF.A.Q

A anestesia é local e bloqueia toda a área operada, de maneira que o paciente não sentirá dor. Para as cirurgias mais complexas e/ou mais demoradas, analgesia com sedação com o acompanhamento de um médico anestesista pode ser realizada. O paciente é monitorado durante todo o procedimento e acorda após a finalização da cirurgia. Este procedimento é o mesmo realizado em pacientes que submetem a procedimentos pouco invasivos, tipo colonoscopia, endoscopia e exames imaginológicos)

Pode acontecer, especialmente em áreas de osso pouco denso e que permitam apenas implantes curtos. É sem dúvida um risco do processo. A melhor alternativa é tentar novamente, pois o osso após a remoção tende a se tornar um pouco mais denso. O melhor é não ter pressa excessiva para resolver o problema. A ocorrência de falha é muito desagradável, mas inerente ao procedimento – ainda que não ocorra frequentemente. Normalmente em áreas de maior risco de perda, o paciente deve ser convenientemente avisado previamente à cirurgia. Lembre-se: apesar de altamente previsível, o sucesso não pode ser mensurado.

Não, o dente natural é melhor. Em certas situações em que os dentes naturais estão muito comprometidos por doença periodontal, por exemplo, pode-se aventar esta hipótese. O planejamento global, levantando-se todas as alternativas, inclusive de custo, é fundamental. Não há consenso acerca do grau no qual o comprometimento dos dentes torna a colocação de implantes mais vantajosa. Um diálogo com um profissional experiente pode ajudar a elucidar dúvidas dessa natureza.

Alguns estudos demonstram que os maiores problemas após a colocação das próteses são problemas de dicção, normalmente contornáveis em pouco tempo, e problemas de mordidas nas bochechas, em função da colocação de dentes em áreas que ficaram desdentadas por muito tempo. Este é um problema mais difícil de ser corrigido, mas é também superável. Deve ser salientado que estes problemas não são comuns e a maioria dos pacientes não apresenta dificuldades de adaptação aos implantes.

No caso do desdentado total, o período sem prótese restringe-se a três ou quatro dias após a primeira cirurgia. Na segunda etapa, quando é feito o acesso aos implantes, o paciente não fica sem ela. No caso de próteses parciais, muitas vezes o paciente não fica dia algum sem prótese.

Normalmente não passa de duas horas a duas horas e meia. Somente em casos excepcionais, com necessidade de fixação de muitos implantes, esse tempo poderá ser estendido. Em média, o cálculo é feito da seguinte maneira: 1½ para o primeiro implante e mais ½ hora para cada implante adicional a ser fixado.

O planejamento adequado normalmente minimiza estes problemas, mas pode acontecer em função da topografia óssea. Estas alternativas devem ser debatidas antes da cirurgia, pois durante o ato cirúrgico a participação do paciente tende a ser muito passiva e, convenhamos, não é o melhor momento para discussão de valores e formas de pagamento.

No mínimo um controle clínico e radiográfico a cada ano. É também uma obrigação do paciente comparecer a estes controles.

Depende do sistema utilizado e das condições locais. A estética melhorou muito nos últimos anos mas ainda não é perfeita. Lembre-se: por melhores que sejam os implantes, eles são apenas uma prótese, ou seja, a substituição de dentes naturais por artificiais. Expectativa demasiada em relação aos implantes é comum, mas normalmente é sucedida de uma certa parcela de frustração. Em muitos casos a solução estética é apenas aceitável. O melhor raciocínio se faz em relação à funcionalidade: o implante é muito superior a outros procedimentos de prótese e, na ausência dos dentes, é o que pode ser realizado de melhor. Entretanto, em certas circunstâncias, com a preservação do tecido ósseo e gengival, a estética poderá ficar próxima da perfeição.

Significa a perda do implante. Toda mobilidade é progressiva e indicativa de insucesso.

A maioria das vezes porque o caso não é exatamente indicado para implantes. Tentar a colocação de implantes em casos não favoráveis deve ser uma opção consciente do profissional e do paciente, após avaliação de todas as alternativas. Entretanto algumas falhas ocorrem em casos aparentemente muito favoráveis e é praticamente impossível saber sua causa real.

A princípio, pode ser dito que a alta taxa de sucesso é uma boa garantia, mas sempre existe nos processos biológicos uma certa dose de impoderabilidade. Não há possibilidade de certeza absoluta de sucesso, mas devido a estas taxas antes citadas, o desconforto da cirurgia normalmente vale a pena, considerando-se inclusive que uma certa parcela de falhas permite que o procedimento seja refeito. As falhas observadas não causam nenhuma seqüela relevante, como tumores ou similares. O organismo rejeita o implante e a sua remoção resulta em um alvéolo semelhante a um simples processo de extração dentária, que é cicatrizado e o osso restabelecido em curto período de tempo para a re-fixação de um novo implante.

Mínimos. A cirurgia é normalmente com anestesia local e é muito mais simples que outros procedimentos cirúrgicos odontológicos, como a extração de um dente retido, por exemplo. O pós-operatório é muito bom e a maioria dos pacientes não relata qualquer incômodo maior. Há, porém, um certo risco inerente a qualquer intervenção cirúrgica como: infecção pós-operatória, edema demasiado e outros problemas que podem ocorrer, mas em índices muito baixos e que não contra-indicam a técnica. Durante o procedimento cirúrgico, o paciente é monitorado por equipamentos com relação à pressão arterial, frequência cardíaca, curva pletimográfica e oximetria. Equipamentos de pronto-atendimento como desfibrilador, drogas, oxigênio, ambu e outros também estão disponíveis na Clínica José Alfredo Mendonça.

Nada. É um material usado em ortopedia há muitas décadas. Simplesmente o titânio não sofre corrosão quando inserido no corpo humano e não apresenta fenômenos de rejeição imunológica, assim como outros metais da mesma família, (nióbio, por exemplo). O sucesso da técnica é devido a um bom conjunto de fatores e estas características do titânio sem dúvida são positivas, mas por si não garantiriam o sucesso do procedimento. O sucesso depende, em suma, do planejamento, da técnica cirúrgica, um período de cicatrização sem colocação das próteses (sem aplicação de carga) e uma prótese adequada. Este protocolo (a receita completa de como se faz o implante) tem minúcias que não podem ser desprezadas e profissionais competentes e bem treinados na técnica podem levar a excelentes resultados. Quando um bom travamento e boa estabilidade são obtidos durante a fixação do implante, carga imediata (fixação imediata da prótese provisória de acrílico sobre o implante) pode ser realizada, com a obtenção imediata da estética e da função. Após acompanhamento médio de 4 meses, prótese fixa definitiva é fixada para a conclusão final do caso.

Estudos de longa duração demonstraram que certos tipos de implantes apresentam taxas de sucesso acima de 90% nos implantes colocados e taxas superiores a 97% de sucesso das próteses (a perda de um implante não significa necessariamente a perda da prótese, pois esta está apoiada em outros implantes). Este índice de sucesso, porém, é médio e não vale igualmente para todas as regiões da boca. Os índices de falha de desdentados totais inferiores é perto de 0% e na região posterior da maxila, com osso pouco denso e após a colocação de implantes curtos (devido ao seio maxilar), a taxa de perda pode chegar a 3%, segundo estudos recentes. De um modo geral, é um procedimento de prognóstico excelente.

Certamente são melhores do que dentaduras e próteses removíveis (“pontes móveis”). Tem capacidade funcional semelhante às próteses fixas, em casos de espaços desdentados relativamente pequenos, mas a opção por um ou outro tratamento deve ser cuidadosamente analisado pelo paciente e pelo profissional, pois as situações são muitos diversas e impedem discussão com regras fixas. Nos casos de desdentados totais ou de áreas posteriores, as soluções com implantes são normalmente melhores do ponto de vista funcional.

Normalmente não devem ser colocados em pacientes com determinados problemas de saúde, tais como diabetes sem controle, pacientes irradiados, etc. Além disto, quando não houver espessura e/ou altura óssea suficientes para acomodar os implantes em geral, eles ficam contra-indicados. Existem hoje determinados procedimentos cirúrgicos que conseguem aumentar a quantidade de osso disponível, porém, estas técnicas são relativamente complexas, necessitando haver conhecimento dos riscos de falhas na “pega” do enxerto e outros fatores envolvidos por parte do paciente.

Estudos recentes indicam que pacientes submetidos à medicamentos à base de bisfosfonatos para tratamento de osteoporose apresentam risco de necrose óssea após a colocação de implantes osseointegrados. Nestes casos, uma avaliação rigorosa deve ser realizada para avaliar o custo/benefício da realização do tratamento.

Pode-se afirmar que, em 95% dos casos, se os implantes não forem perdidos nos dois primeiros anos de uso, durarão toda a vida. Estudos demonstram que implantes de boa procedência apresentam taxas de sucesso acima de 90% no maxilar superior e 97% no inferior. Vários são os fatores que determinam esta taxa de sucesso, mas talvez o principal seja a observância do protocolo (receita completa de quando e como fazer o implante). Além disso, é fundamental que o profissional esteja preparado e bem equipado para o procedimento

São uma nova geração de implantes introduzidos na década de 60, e que agora atingem um grau bastante elevado de aceitabilidade pela comunidade científica internacional. São normalmente parafusos de titânio (que é um material que não sofre corrosão quando introduzido no corpo – já é utilizado há muitos anos pelos ortopedistas – e não apresenta fenômenos de rejeição imunológica). São introduzidos cirurgicamente nas áreas desdentadas e, sobre eles, são instalados trabalhos protéticos, tais como: próteses unitárias, próteses fixas e overdentures (próteses totais – dentaduras – retidas pelos implantes).